Destruo aqui a tentativa da perfeição:
eu julgo
eu acho chato
não tenho saco
acho um lixo
acho besta
acho uma bosta
sou vaidoso
ego grande
me acho superior
me acho especial
me sinto evoluído
me sinto iluminado
Rastejo nas minhas sombras
cometo meus pecados
não choro porque sou frio
eu rio pra não ficar chato
gosto da Britney
meu coração sofre
mas é duro
Eu identifico o que as pessoas precisam melhorar
eu analiso
nunca ta bom o suficiente
tenho gula
tenho preguiça
não tomo Mapple
sou metido a astrólogo
mas sei lá qual é a da casa 5
Sou egocêntrico
me irrito com a minha mãe
acho minha irmã fútil
dou pinta de feliz só pra não bancar o chato
tenho tesão em homem másculo
Sou carente, quero atenção
quero que me achem incrível
tenho tendências depressivas
acho que sou um nada
acho que posso tudo
e que quem trabalha de segunda a sexta é burro
sou uma criança chata
um adolescente rebelde
e um adulto imaturo
Sou também um soco na parede
e um grito no banheiro
Foda-se...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
A volta do poema de amor
Fiquei dias sentado
lendo poesia ao acaso
Enfatizando as nuvens de papagaios
que não saíram do céu.
Último encontro esse meu
com o nada que espero
Tenho medo... mas tenho coragem!
e
ai
de quem meter o dedo
pra isso não dou mais passagem!
A vida é minha
e dela não largo
nem com o amor do lado!
Canta, canta passarinho
eu espero você cantar
pra me inspirar nesse sonido
e me embebedar
de palavras
todas elas pra te dar
e,
quando acabarem abstratas
só restará eu
com tudo de torto
tudo de errante
e um pouquinho de sufoco
Faço promessa de melhoria
mas só dou garantia
se nada me cobrar
(e do meu lado não sair)
e
mesmo estando longe
(e aaai como eu queria perto!)
eu juro que sou devoto
do altar da nossa igreja
Não era pra ser de amor
era pra ser Bandeira
mas tremulei tanto
que esses ventos,
mais uma vez,
me levaram pra você!
lendo poesia ao acaso
Enfatizando as nuvens de papagaios
que não saíram do céu.
Último encontro esse meu
com o nada que espero
Tenho medo... mas tenho coragem!
e
ai
de quem meter o dedo
pra isso não dou mais passagem!
A vida é minha
e dela não largo
nem com o amor do lado!
Canta, canta passarinho
eu espero você cantar
pra me inspirar nesse sonido
e me embebedar
de palavras
todas elas pra te dar
e,
quando acabarem abstratas
só restará eu
com tudo de torto
tudo de errante
e um pouquinho de sufoco
Faço promessa de melhoria
mas só dou garantia
se nada me cobrar
(e do meu lado não sair)
e
mesmo estando longe
(e aaai como eu queria perto!)
eu juro que sou devoto
do altar da nossa igreja
Não era pra ser de amor
era pra ser Bandeira
mas tremulei tanto
que esses ventos,
mais uma vez,
me levaram pra você!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Pedaços
Descobri que
em outra vida
eu fui militar
Aceitei essa informação como quem ganha um pote de sorvete
aceitei
minha condição dura e cartesiana
pronta para o combate
Desses enérgicos burocratas
duros. Inflexíveis
de prestigio e competência
e sangue nos olhos
Ódio. Crueldade
Devo dizer que
até gostei
Contraria a minha natureza naturalista
de flores
e sol
e música
é o lado sombrio que estranho o contato
Coração duro
olhar cinzento
que
ordena
é todo o lado que combato
mas que um dia deve ter se combatido
e sabe quantos combatidos...
Peguei pra mim essa sombra
acho que a solução é trabalhá-la
Pois,
sendo parte de minh’alma
é minha
e a acato
catando meus pedaços
na busca por uma inteireza que me faça
sentido!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Não-ode a Eletropaulo
Fios de cobre cardinais
cantam face as vívidas
vozes que timbram deveras
dentro
Corredor suspenso
Endividado
Corta o Brasil todo
Corta o mundo
Flutuando ou enterrado
Liga os pontos
os postes
os poros
e as pessoas
Acende e apaga
Imóvel perigo
Cortada a conexão
interrompida a vida
Cortada a vida
o fio de cobre ilumina também a morte
E segue explorando outras redes
de explorados pagantes
Endividados
por causa de fios de cobre
cardinais
que cantam as faces não vividas,
afora o objetivo de manter o fio
esticado
afinado
viciando postes
paredes
pilastras
e pessoas.
cantam face as vívidas
vozes que timbram deveras
dentro
Corredor suspenso
Endividado
Corta o Brasil todo
Corta o mundo
Flutuando ou enterrado
Liga os pontos
os postes
os poros
e as pessoas
Acende e apaga
Imóvel perigo
Cortada a conexão
interrompida a vida
Cortada a vida
o fio de cobre ilumina também a morte
E segue explorando outras redes
de explorados pagantes
Endividados
por causa de fios de cobre
cardinais
que cantam as faces não vividas,
afora o objetivo de manter o fio
esticado
afinado
viciando postes
paredes
pilastras
e pessoas.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Águas Novas
Decidido
o céu choveu
e lavou
todo o resto que ficou
Tanto dia de janela aberta
olhando pro céu e veja:
choveu!
Raios cerebrais
Vento melancolia
e varredura
limpa
lava
leva
E
de janela aberta
a sala inundou
Agora pega o rodo
e seca
as lágrimas que derrubou
que amanhã é novo dia
NOVO DIA!
e o sol
que inda não despontou
aguarda o vento levar as nuvens
os pássaros chacoalhar as penugens
para que sua única função seja fazer brilhar
e transmutar
na luzaquilo que já
passou!
o céu choveu
e lavou
todo o resto que ficou
Tanto dia de janela aberta
olhando pro céu e veja:
choveu!
Raios cerebrais
Vento melancolia
e varredura
limpa
lava
leva
E
de janela aberta
a sala inundou
Agora pega o rodo
e seca
as lágrimas que derrubou
que amanhã é novo dia
NOVO DIA!
e o sol
que inda não despontou
aguarda o vento levar as nuvens
os pássaros chacoalhar as penugens
para que sua única função seja fazer brilhar
e transmutar
na luzaquilo que já
passou!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A minha
Como se enche um vaso de estrelícias?
Com água ou estrelícias?
Quantos caules, folhas e raízes?
Quantos e como?
Sem estrelícia
não há realização
sem água
só tem vaso de vidro
copo cheio de vontade
de vontade o copo não enche
de muita água a estrelícia morre
Comprar ou plantar?
Cortar, ornar ou ter no jardim?
Ostentar a estrelícia não é ter a estrelícia
é ostentar
Ostentar é não ter
é ostentar
uma flor
ou se tem ou se mostra
ou se dá.
Eu quero um vaso cheio de flores minhas
Esterelizadas e plastificadas
não são estrelícias!
só plásticos!
Eu quero colher estrelícias na Terra
plantar o fim
colher a raiz
e ter
ter
Posso viver sem as flores
todo mundo
mas
viver com elas é
mais
Viver com estrelícias
a preferida
é viver
E lá é necessário ter estrelícias?
Abstração
Criar
Cri-ar
Criar o ar
Criar o vento
A fecundação
Assinalar o ar
com criações
Cri-ações
Cria-ações
Terrenas
Fecundas
Cristalinas
De vento e ar
de vento que é
feto
de feto que é
cria
Própria
Promíscua
Prostrada a si
mesma
por sua criação
Auto criação
que procria
pró-cria
Escrava liberta
fria
querida
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