Eu adorava ver como você olhava o céu,
seus olhos castanhos espelhavam a alma das nuvens
maravilhados e molhados de emoção
Todas as linhas de seu rosto convergiam para o infinito
onde o Nada é Tudo
onde a grandeza se revela no olhar de quem contempla
O nariz era um beija flor embevecido
A boca era uma pétala abismada
A testa era todo o vento sem prisão
O queixo, um anunciador da natureza
E eu, te olhando...
Sabia que
também
podia me desviar e contemplar aquilo tudo
Mas
você me interessava mais
E eu já nem me questionava
Se devia ou não me embebedar de infinito
ou fazer disso que vias
a desculpa pra te ver e você nem me reparar
quarta-feira, 3 de julho de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O que estamos pagando?
Havia
mais sangue que chão
Não
se via se
o
ser
humano
ainda
vivia
Agarrado
como um pedaço de carne
foi
levado para longe da denúncia
Mas
o que era isso afinal?
Como
fazer o coração aceitar
acreditar
compreender
o
que acontecia?
Será
que ela escolhera passar por isso
ou
o mundo a deixou na mão?
Gritos.
Ódio.
Sangue.
Para
onde fora a criança?
Vivia?
A
mãe sobrevivia.
Não
fora assim
que
imaginara dar à luz
(e
bem neste dia)
a
sua cria!
Devemos
comemorar?
Cada
anjo que baixar
há
de se avisar:
Cuidado!
O
país está um caos
Se
ficar tenha a certeza
que
pode nos ajudar
porque
já não lhe podemos.
Talvez
ela
partindo
fosse
lhe fazer maior bem
pois
nos dias que sucedem
nascer
é um perigo
morrer
é um privilégio.
(Que
os hospitais
públicos
não
me ouçam!)
Aqui
se nasce e se morre
e
se morre e se nasce
e
nascemorrenasce
Em
péssimas
Péssimas
Péssimas
condições
Aqui
não se renasce
remorre
se!
Cada
dia uma morte.
Quando
vi esta história
boa
parte de mim foi embora
E
fiquei
dividido
entre
carma
e
abuso!
Talvez
seja mesmo carma
Mas,
Neste
plano,
É
abuso!
Talvez
seja carma nosso!
(Que
os governantes
públicos
não
me escutem!)
Mas
se
pagamos o nosso
Hoje
Eles
preparam a conta
deles.quinta-feira, 20 de junho de 2013
Raspa
É triste deixar de me interessar por seu horóscopo
e achar seu nome banal
Triste é não acolchoar o coração com as lembranças
de quatro
sala
cozinha
vagão
e rua
Triste...
é eu nem estar mais triste
e escrever minha tristeza
pra você
que
nunca vai ler
pois
finalmente
já deixou de estar triste.
e achar seu nome banal
Triste é não acolchoar o coração com as lembranças
de quatro
sala
cozinha
vagão
e rua
Triste...
é eu nem estar mais triste
e escrever minha tristeza
pra você
que
nunca vai ler
pois
finalmente
já deixou de estar triste.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Protesto contra o aumento da passagem 13/06/2013
Vai além das mídias controladoras.
É também esse povo
burro e alienado
(Sim, desse jeito
Que nos xingam de baderneiros
em sua condição de noveleiros)
Que até jogaram ovos
Em quem por eles
também
lutavam!
O que falta pra você
Sair dessa bolha egoísta
E vir pra rua
Ver
com seus próprio olhos o que passa?
É bem triste ver que o sistema
já dividiu o povo há muito tempo
e,
da primeira vez,
não foi com gás lacrimogênio.
É também esse povo
burro e alienado
(Sim, desse jeito
Que nos xingam de baderneiros
em sua condição de noveleiros)
Que até jogaram ovos
Em quem por eles
também
lutavam!
O que falta pra você
Sair dessa bolha egoísta
E vir pra rua
Ver
com seus próprio olhos o que passa?
É bem triste ver que o sistema
já dividiu o povo há muito tempo
e,
da primeira vez,
não foi com gás lacrimogênio.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Polaridade
Exalta-se o recomeçar
quem não desiste
quem renasceu
quem sempre está
quem tem coragem
Exalta-se o ir em frente
O levantar
O guerreiro
O combatente
Aquele que está na frente
Aquele que sabe amar
O que tem paciência
O que tem sabedoria
O que fala bem
O que articula
O bem humorado
O de grande energia
Exalta-se o flexível
o belo
o bonito
o incrível
o barato
Exalta-se a paciência
a virtude
a resistência
a compreensão
a compaixão
a sagração
a atenção
Exalta-se quem sorri
Quem faz bem
Quem tem força
Quem tem brilho
Quem é poético
Exalta-se
Exalta-se
Exalta-se
Exalta-se o exaltar
E quem não está
exaltado
Onde está?
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Pequeno, gigante
São Caetano está abaixo do meu julgamento
Ao relento da ignorância
Repleto de nada
Mentes hostis
Wannabes
Ilusões
Velhacos
Estagnados
Estão tão abaixo de meu julgamento
Que nem conseguem discordar
Eu nasci nesse lugar
e
Se o carma não me pegar
Hei de partir noutro congar
Amém pra mim
Mas não pra São Caetano
Cidade por baixo dos panos
No ouvir, ser e sentir
Quem é melhor que vocês?
Eu posso responder
mas nunca irão encontrar
Mas não sei que me acontece
Quando vou pr'essa cidade
Me comporto como ela
Deve ser a aura energética
Diluída na alma cética
Que frequenta a igreja
e não tem ética
Quer sempre estar por cima
Exigindo seus direitos (e quem não quer?)
Reivindicando a velhice
Ou
Ostentando a babaquice
Cidade de primeiro mundo
Que, nem sabe, está no fundo
E se não sabe, desconfia
Eu deveria
escrever
Um poema amoroso
Mas me confesso rancoroso
De nem sei o que explicar
São Caetano, meu amigo,
(além dos preços absurdos)
Já me caiu em desuso
Só me serve pra falar
Ao relento da ignorância
Repleto de nada
Mentes hostis
Wannabes
Ilusões
Velhacos
Estagnados
Estão tão abaixo de meu julgamento
Que nem conseguem discordar
Eu nasci nesse lugar
e
Se o carma não me pegar
Hei de partir noutro congar
Amém pra mim
Mas não pra São Caetano
Cidade por baixo dos panos
No ouvir, ser e sentir
Quem é melhor que vocês?
Eu posso responder
mas nunca irão encontrar
Mas não sei que me acontece
Quando vou pr'essa cidade
Me comporto como ela
Deve ser a aura energética
Diluída na alma cética
Que frequenta a igreja
e não tem ética
Quer sempre estar por cima
Exigindo seus direitos (e quem não quer?)
Reivindicando a velhice
Ou
Ostentando a babaquice
Cidade de primeiro mundo
Que, nem sabe, está no fundo
E se não sabe, desconfia
Eu deveria
escrever
Um poema amoroso
Mas me confesso rancoroso
De nem sei o que explicar
São Caetano, meu amigo,
(além dos preços absurdos)
Já me caiu em desuso
Só me serve pra falar
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Vômito
Vivia
perambulando
entre o sagrado e o profano
Desestabilizando
Desequilibrando
numa corda estirada
na lama
nas alturas
Sopando as letras e as palavras
Perdido no caminho
Ansiando uma egrégora
Passado de memórias
Sou rabisco
Vomitando poesia
Se não for... quem disse que não
é?
E?
A quem interessa?
Quem me interessa?
Sou um vulcão
de explosão
concentrada
contida
camadas e
camadas
Bebendo fogo
liberando oxigênio
Sou o
não sei quem sou
Sou o buscar
E o encontrar
E o perder
e o buscar
e o encontrar
e o perder
Se eu buscar
o encontrar
e o perder?
Paralisei
Andei
Avancei
Voei
Desci
Agora sigo me
Desequilibrando
Desestabilizando
numa corda estirada
entre o sagrado e o profano
perambulando
Vivo!
Encontrado!
Eu ando
não vago
Eu faço
não paro
Não sofro
eu saio!
Eu entro
Eu vou
Sou rico
Sou homem
Sou louco
Sou
ninguém...
sou tudo!
Não do conta
mas me iludo
Sou artista
Sou o diabo
Sou deus
e enviado
mensageiro quase errado
Sou só mais um
entre trilhões
Sou aquele que vem da estrela
e quase queimou-se com tanta luz
Sombreai, Senhor
Sombreai
ou
quando chove na minha chama
Sou Luz
Sou Luz
Sou Luz
Sou Libra
Como o mundo
Como o Rodrigo
Como meu pai
Como ninguém
Como tantos...
perambulando
entre o sagrado e o profano
Desestabilizando
Desequilibrando
numa corda estirada
na lama
nas alturas
Sopando as letras e as palavras
Perdido no caminho
Ansiando uma egrégora
Passado de memórias
Sou rabisco
Vomitando poesia
Se não for... quem disse que não
é?
E?
A quem interessa?
Quem me interessa?
Sou um vulcão
de explosão
concentrada
contida
camadas e
camadas
Bebendo fogo
liberando oxigênio
Sou o
não sei quem sou
Sou o buscar
E o encontrar
E o perder
e o buscar
e o encontrar
e o perder
Se eu buscar
o encontrar
e o perder?
Paralisei
Andei
Avancei
Voei
Desci
Agora sigo me
Desequilibrando
Desestabilizando
numa corda estirada
entre o sagrado e o profano
perambulando
Vivo!
Encontrado!
Eu ando
não vago
Eu faço
não paro
Não sofro
eu saio!
Eu entro
Eu vou
Sou rico
Sou homem
Sou louco
Sou
ninguém...
sou tudo!
Não do conta
mas me iludo
Sou artista
Sou o diabo
Sou deus
e enviado
mensageiro quase errado
Sou só mais um
entre trilhões
Sou aquele que vem da estrela
e quase queimou-se com tanta luz
Sombreai, Senhor
Sombreai
ou
quando chove na minha chama
Sou Luz
Sou Luz
Sou Luz
Sou Libra
Como o mundo
Como o Rodrigo
Como meu pai
Como ninguém
Como tantos...
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